19-FEV-2026
Voluntários de Prazins Santa Eufémia apoiam freguesia com o mesmo nome.Três semanas depois da passagem da tempestade, ainda há empresas voluntárias a acudir a telhados por reparar no concelho de Leiria. Em Santa Eufémia, a “ajuda preciosa” veio da sua homónima de Guimarães.“Sabia da existência de uma Santa Eufémia em Leiria e queria perceber como é que esta Santa Eufémia, cá no Norte, sentindo as dores deles, poderia ajudá-los”, disse à agência Lusa Sofia Silva, presidente da Junta de Freguesia de Prazins Santa Eufémia, em Guimarães.Com ligações à construção civil, a autarca contactou empresas da freguesia, reuniram material, homens, um camião-grua e equipamento e seguiram no dia 07 para a União de Freguesias de Santa Eufémia e Boa Vista, em Leiria.“Apanhámos a [depressão] Marta, que foi violenta, mas a intenção de deixar as casas protegidas foi mais forte e conseguimos fazer um trabalho difícil e contribuir para melhorar a condição das pessoas”, conta Sofia Silva.“Ficámos bem molhadinhos no final desse dia”, recorda Nelson Oliveira, que ficou no terreno com uma equipa de três trabalhadores da Santa Eufémia vimaranense, continuando a acudir onde é necessário.Por estes dias, mantêm-se por Leiria, com o contributo de empresas e particulares da sua freguesia.“Felizmente, agora, há um solinho, mas com a chuva era impossível andar com argamassas e tudo o mais”, nota Nelson Oliveira, referindo que têm resolvido umas seis a sete situações por dia.Por Leiria, o empreiteiro tem encontrado pessoas cansadas de esperar pela luz e pela água, mas também muita gratidão pela ajuda que veio do norte, não faltando donativos: “Já recebemos muitas garrafas de vinho…”, conta.A ligação entre as duas Santas Eufémias, que não existia no passado, já levou os dois lados a esboçarem um encontro no futuro, com um espetáculo de teatro da Santa Eufémia de Leiria em Guimarães e uma futebolada entre as duas terras, diz Nelson.“É um gesto de solidariedade enorme, que não tem preço. É um exemplo de cidadania para o mundo inteiro. Não há palavras nem dinheiro nenhum que pague estes profissionais da arte que deixaram as suas famílias e as suas esposas, alojados num pavilhão, para nos ajudar”, realça o presidente da União de Freguesias de Santa Eufémia e Boa Vista, Paulo Felício.REPORTAGEM O MINHO/LUSAFACEBOOK